quarta-feira, 28 de abril de 2010

CUIDAR MELHOR DA HUMANIDADE: PRESERVANDO O FUTURO PELA SUSTENTABILIDADE SOCIAL

CUIDAR MELHOR DA HUMANIDADE: PRESERVANDO O FUTURO PELA SUSTENTABILIDADE SOCIAL

Giovanni Colares (*)

O cuidado é a função mais importante que o ser humano deve desempenhar na vida e pode ser visto em duas preocupações fundamentais: preservar e manter (dar sustentabilidade) os seres vivos e as estruturas que dão suporte aos mesmos.

Muito se fala, desde os últimos 30 anos, sobre os cuidados que devemos ter com os animais e plantas que constituem o meio ambiente, o que se chama ecossistema, no entanto é necessário, cada vez mais, que o ser humano se preocupe com o semelhante, pois além de nos preocuparmos com os ideais da ecologia precisamos nos envolver e procurar soluções para as pessoas que vivem à nossa volta.


Há vários fatores que podem ser vistos como preocupantes, no entanto em três áreas do cuidar se firmam as bases nas quais as pessoas podem se desenvolver melhor ou – na falta de boas possibilidades – criam-se dificuldades que interferem no viver e até na sobrevivência dos mais pobres. Estas áreas são: a educação, a saúde e a habitação.

A educação é a base social de toda a humanidade. Se evoluímos dos tempos das cavernas, da idade da pedra para a atualidade, com um mundo repleto de aparelhos tecnológicos: certamente deve-se ao desenvolvimento do conhecimento humano, refletindo-se pelos constantes esforços de educação que surgiram a partir do século XVIII, no chamado movimento do Iluminismo. A educação precisa ser cada vez mais melhorada e colocada sob a conscientização de que não é apenas uma função a ser exercida sob o âmbito da escola, pois pais e responsáveis devem estar cientes de seus papéis de educadores, agindo com responsabilidade e constância, na busca de dar às crianças uma educação integral, transmitindo para esses conceitos que vão além do conhecimento puro e coloquial, é preciso despertar para os valores sociais, religiosos, culturais e até mesmo particulares como os desenvolvidos pela cultura familiar, tais como as histórias, os marcos importantes e as lições que deve ser aprendidas para não serem repetidas...

A própria educação desenvolve o pensamento da sustentabilidade e da preservação, não somente nos aspectos mais abstratos da cultura (como as artes e o pensamento científico), mas também pelo cuidado despertado nas pessoas como aconteceu desde a conscientização da preservação ambiental, ou mesmo da cultura local (preservação de prédios e demais estruturas arquitetônicas de cidades históricas, por exemplo).

Também o desenvolvimento do pensamento mais preventivo nas doenças transmissíveis é um exemplo de como diferentes áreas se entrelaçam na finalidade de preservar a própria humanidade de ameaças fortes como as endemias e pandemias que vêm ocorrendo principalmente desde a segunda metade do século XX, aliás a área de saúde é uma nas quais mais se deve investir esforços e recursos financeiros para dar uma excelência de vida para a população de um país. Somos frágeis por natureza e precisamos sempre nos cuidar em todas as fases de nossa vida, uma educação orientada para a boa alimentação e os cuidados básicos de higiene e saúde são uma importante base para a preservação da vida e a sustentabilidade de um padrão de saúde mais elevado muito necessário, principalmente nos países e locais mais pobres do planeta.

Muitos sofrem por toda a vida pela falta de cuidados elementares durante a primeira infância, outros, mesmo que tenham sido bem cuidados, passam por interferências no curso normal da vida em função de fenômenos naturais (como terremotos, enchentes, desabamentos em áreas de risco) e precisam de uma assistência imediata e eficaz, pois acabam transformando-se em vítimas perenes de situações que após terem sido oficialmente resolvidas produzem consequências que podem ser desenvolvidas ao longo de toda uma vida, possivelmente atingindo gerações posteriores.

Na saúde há uma necessidade de construção e manutenção de estruturas de atendimento, como hospitais, clínicas e postos de saúde, além do desenvolvimento de programas de atendimento direto em residências de difícil acesso tais como cidades ribeirinhas e outras que não têm estrutura de transporte adequada para se chegar facilmente às cidade de médio porte de um determinado estado da federação.

Aliar a educação à área de preservação e sustentabilidade da saúde é também uma excelente estratégia que faz somar os esforços estruturais e políticos (função de governo) com a dos próprios indivíduos. Um povo que é mais desenvolvido na educação certamente tem menor probabilidade de ser atingido por doenças que podem ser facilmente evitadas com cuidados básicos. Isto implica, também, em economia de recursos financeiros, uma vez que – é sabido de todos – gasta-se muito mais para remediar do que para prevenir.

Esta educação não deve ser expectativa de que seja procedida apenas pelo estado, também é um fator que pode e deve ser desenvolvido pelas famílias. O grande problema é que muitas pessoas (certamente uma grande maioria) ainda sofre da falta de informação e de formação educacional por conta da realidade ainda presente em nossa sociedade devido ao atraso na adoção da educação por toda a população, mas é algo em superação e aqueles que tem uma melhor conscientização e formação adequada devem ser responsabilizar por transmitir aos que estão sob a sua tutela a preocupação e os atos efetivos para se evitar doenças transmisíveis ou para se desenvolver hábitos saudáveis de alimentação, higiene e prática de atividades físicas.

A habitação é outra preocupação que deveria ser mais levada a sério pelas pessoas e pelos dirigentes do poder público, uma vez que também esta influencia não apenas no conforto, mas também na saúde.

Infelizmente, chega-nos pela imprensa ou pelo relato das pessoas que viajam aos mais distantes recantos de nosso país imagens e notícias deprimentes de pessoas que vivem em ambientes sub-humanos, palafitas sobre rios, casa que se assentam sobre terrenos onde antes se acumulava lixo, ou ainda conjuntos habitacionais cuja infra-estrutura de saneamento nunca é desenvolvida corretamente, ficando seus habitantes expostos a verdadeiros canais de esgoto a céu aberto, trazendo o acúmulo de sujeiras e desenvolvimento de microorganismos perigosos e até mesmo a presença de animais que concorrem com o alimento e o abrigo de crianças, onde passam a conviver como se fora em um ambiente primitivo e selvagem, onde as pessoas passam a vive como se fossem animais!

As políticas de habitação precisam levar em conta o novo mapeamento do próprio país na realidade em que os grandes centros produtores economicamente atrativos (no Brasil constituem-se pelas capitais e na maioria espalhados ao longo do litoral) que conglomeram grandes populações atraídas pela oportunidade de empregos ou de empreendimentos de pequeno porte na qualidade e autônomos de pequenos comércios ou na prestação de serviços.

Apesar das dificuldades alegadas, em função do grande crescimento causado pela constante migração para estes pólos econômicos, há que se considerar a possibilidade de se utilizar o conhecimento para o desenvolvimento de alternativas de construção para estas áreas, além de ser responsabilidade efetiva dos governos locais evitar o assentamento de famílias de pobreza em áreas de alto risco como beiras de rio e encostas instáveis.

O uso de materiais alternativos, como por exemplo das garrafas de PET largamente utilizadas como embalagens de refrigerantes e outros líquidos, é uma forma de se cuidar não só do lixo de difícil degradação natural (levam séculos para voltar à forma natural, por serem feito de polímeros) com base ou mesmo estrutura de construção. Têm sido feitas experiências de bom êxito com a construção de casa e estruturas sociais (escolas, centros sociais) com garrafas de refrigerantes que mostram a possibilidade de se aliar a responsabilidade ambiental com soluções sociais requeridas na complexidade dos grandes centros urbanos.

É pois necessária, qualquer que seja o âmbito de atuação sociais que o ser humano deseje empreender, a disponibilidade para se utilizar os conhecimentos (tecnologia, ciência, experiência do passado) aliados às atitudes construtivas e ousadas que sempre estiveram presentes no desenvolvimento das sociedades, tais quais criatividade, ousadia, responsabilidade e principalmente o aspecto individual da boa vontade.

Como cidadãos responsáveis e conscientes, devemos nos empenhar na busca de soluções adequadas e no constante renovar da meta de permitir que todos tenham acesso ao que é fundamental e que possam ter a possibilidade de desenvolver-se em ambiente adequado, com potencial oferecido para todos (pela educação) com a disponibilidade física em harmonia e saúde.

Não é um pensamento ideológico ou uma postura que seja colocada para uma projeção pessoal no meio familiar ou no aspecto da política partidária, antes é um dever fundamental do ser humano preservar o meio em que vive e os que são seus semelhantes, é uma questão de justiça e de empenho na manutenção e evolução da própria natureza humana empreendida pelos seus membros, o que pode-se chamar de solidariedade natural, também um fator de plenitude espiritual pela ação, uma vez que somos parte e agentes de preservação (cuidadores) da Criação.



(*) Giovanni Colares é professor universitário nas áreas de Estratégia, Gestão de Processos Gerenciais, Marketing e Recursos Humanos, também atua como escritor nas áreas de: teologia, educação, cultura e administração; na área social atuou como presidente da (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento), tendo exercido dois mandatos de presidente no pólo Ceará da referida Organização Não Governamental.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

COMUNICAR

COMUNICAR
Giovanni Colares 03/12/2009

No mundo empresarial há um precioso processo que ao mesmo tempo em que traz um grande potencial de desenvolvimento organizacional pode – também – ser uma forte ameaça: trata-se da Comunicação.

Comunicar é tornar comum, é fazer conexões, é colocar elementos próximos uns aos outros, mas mantendo-se a identidade de cada um.

No mercado, as ações de marketing, por exemplo, estão sempre envolvidas com a comunicação. O produto, o preço, o ponto-de-venda (praça) e a promoção comunicam algo ao consumidor. No atendimento, principalmente na transação comercial, a comunicação é um processo que faz a decisão ser tomada de maneira mais fácil, buscando-se a vantagem para ambas as partes, o que se chama de decisão.

Também, a entrega do produto é uma forma de comunicação, pois esta ocorre sob o aspecto do tangível, para isto trabalha-se arduamente com a Logística buscando a melhor relação custo-benefício.

Na comunicação o ruído (interferência na comunicação ou outra comunicação paralela sem sintonia com a original) é a restrição com a qual se deve trabalhar para se obter uma maior eficiência no processo. Não apenas no meio do processo, mas em seu início (emissor) e no final (receptor) ocorrem também, principalmente por conta da significação que pode ser distorcida do objetivo, pois quase sempre é necessária a codificação e decodificação da mensagem.

Devemos estar atentos em todas as atividades da organização (e não apenas no Marketing, como se pode pensar) buscando a comunicação clara, eficiente e objetiva, a significação deve ser pertinente à cultura, sempre adotada como um potencial e não como uma barreira.

Comunicar é preciso, mas é necessário que seja feita da melhor maneira, a cada dia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O TRABALHO EM EQUIPE

Giovanni Colares_01/12/2009


Um dos grandes desafios para a humanidade sempre foi o de se trabalhar em equipe: ao mesmo tempo em que se trata de uma permanente necessidade.

A escolha de membros para um determinado fazer, certamente, foi o primeiro desafio dos que sentiram – desde a pré-história - que apenas desta maneira venceriam as dificuldades impostas pelo ambiente hostil para a sobrevivência e uma melhor forma de se resolver os problemas de então.

Até hoje, mesmo em um mundo tão repleto de tecnologia e soluções cada vez mais surpreendentes, há a necessidade de formação de equipes e sempre se inicia com a dificuldade de escolher membros de tarefas de forma adequada, de tal modo que haja uma harmonia e rendimento do trabalho a ser feito.

Quando pensamos na organização - como um todo - também temos a visão de que é uma grande equipe, ou mesmo a soma de equipes que devem trabalhar em prol de um propósito comum.

Uma das grandes dificuldades se dá pela falta de uma identificação bem estabelecida (e comunicada corretamente) que facilite a determinação de propósitos e que estabeleça perfis adequados à realidade da cultura organizacional vigente. O que (via de regra) se tem atualmente é uma constante imitação de missão e de visão de grandes empresas, com a qual se pensa estabelecer algum poder de motivação (grande engano!) nos colaboradoras pelo fato de se adotar aquele propósito para a organização. Não se pode apenas acreditar que ao se instituir uma frase altera-se a cultura organizacional...

Nas organizações, o setor que cuida das pessoas (ainda conhecido como Recursos Humanos) tem no bojo de suas preocupações: captar e reter pessoas na empresa, bem como a tarefa de desenvolvê-las no contexto do trabalho requerido, portanto os gestores daquele departamento devem preocupar-se com o aspecto da unidade e da harmonia do conjunto, quer nas equipes, quer em toda a organização.

No mundo de complexidade em que vivemos somos expostos a situações diversas e processos de grandes mudanças nos quais podemos vislumbrar tanto ameaças como oportunidades. Se não estivermos preparados para as mudanças (principalmente pela falta de: percepção; de conhecimento; de proatividade; e de criatividade) acabamos sendo tragados pela imobilidade e perplexidade diante do inesperado, em um mundo empresarial onde impera a concorrência e a urgência é um fator cada vez mais preponderante, podemos sucumbir; empresas novas e antigas são encerradas a cada dia por conta de fatores como este.

Quanto ao desenvolvimento das pessoas nas equipes (temos que – sempre – nos lembrarmos que existem pessoas, pois: equipes, departamentos e as próprias organizações são decorrências do conjunto e do trabalho dos colaboradores), faz-se necessário não apenas treinar as pessoas para atividades ou apenas provê-las de informação; é premente que se desenvolva o conhecimento dos indivíduos (processo de educação) e que se aposte no potencial humano que sempre cresce (e torna-se útil, aplicável) à medida que se investe nesta possibilidade.

Muito mais do que a antiga visão de que as pessoas seriam peças de uma grande máquina com conexões de engrenagens é preciso perceber a configuração orgânica (como a de um organismo) que as organizações (note-se na raiz do nome) desenvolvem hoje em dia com processos de alimentação (e retroalimentação), de comunicação, de sinergia e de crescimento mútuo.

Valorizar a pessoa (cada um) e integrá-la ao processo organizacional é um desafio muito difícil, por certo, mas também traz enormes vantagens. É uma obrigação do gestor de Recursos Humanos (que já se prefere chamar de Gestor de Talentos) buscar apoio de todos (inclusive da alta direção, ou dos proprietários de empresas), reconhecendo o potencial e a possibilidade de cada um. É preciso reconhecer a importância de se manter a unidade na diversidade de talentos e de potenciais que fazem o rico tesouro de toda e qualquer equipe de trabalho, a ser guardado e desenvolvido dia após dia.

Recomendo o artigo
"AS 17 INCONTESTÁVEIS LEIS DO TRABALHO EM EQUIPE "
de JOHN C. MAXWELL, que você encontra
em:
http://www.otimaescolavirtual.com.br/lideranca/Material/AS17INCONTESTAVEISLEISDOTRABALHOEMEQUIPE.doc



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O TRABALHO EM EQUIPE

Giovanni Colares_01/12/2009



Um dos grandes desafios para a humanidade sempre foi o de se trabalhar em equipe: ao mesmo tempo em que se trata de uma permanente necessidade.

A escolha de membros para um determinado fazer, certamente, foi o primeiro desafio dos que sentiram – desde a pré-história - que apenas desta maneira venceriam as dificuldades impostas pelo ambiente hostil para a sobrevivência e uma melhor forma de se resolver os problemas de então.

Até hoje, mesmo em um mundo tão repleto de tecnologia e soluções cada vez mais surpreendentes, há a necessidade de formação de equipes e sempre se inicia com a dificuldade de escolher membros de tarefas de forma adequada, de tal modo que haja uma harmonia e rendimento do trabalho a ser feito.

Quando pensamos na organização - como um todo - também temos a visão de que é uma grande equipe, ou mesmo a soma de equipes que devem trabalhar em prol de um propósito comum.

Uma das grandes dificuldades se dá pela falta de uma identificação bem estabelecida (e comunicada corretamente) que facilite a determinação de propósitos e que estabeleça perfis adequados à realidade da cultura organizacional vigente. O que (via de regra) se tem atualmente é uma constante imitação de missão e de visão de grandes empresas, com a qual se pensa estabelecer algum poder de motivação (grande engano!) nos colaboradoras pelo fato de se adotar aquele propósito para a organização. Não se pode apenas acreditar que ao se instituir uma frase altera-se a cultura organizacional...

Nas organizações, o setor que cuida das pessoas (ainda conhecido como Recursos Humanos) tem no bojo de suas preocupações: captar e reter pessoas na empresa, bem como a tarefa de desenvolvê-las no contexto do trabalho requerido, portanto os gestores daquele departamento devem preocupar-se com o aspecto da unidade e da harmonia do conjunto, quer nas equipes, quer em toda a organização.

No mundo de complexidade em que vivemos somos expostos a situações diversas e processos de grandes mudanças nos quais podemos vislumbrar tanto ameaças como oportunidades. Se não estivermos preparados para as mudanças (principalmente pela falta de: percepção; de conhecimento; de proatividade; e de criatividade) acabamos sendo tragados pela imobilidade e perplexidade diante do inesperado, em um mundo empresarial onde impera a concorrência e a urgência é um fator cada vez mais preponderante, podemos sucumbir; empresas novas e antigas são encerradas a cada dia por conta de fatores como este.

Quanto ao desenvolvimento das pessoas nas equipes (temos que – sempre – nos lembrarmos que existem pessoas, pois: equipes, departamentos e as próprias organizações são decorrências do conjunto e do trabalho dos colaboradores), faz-se necessário não apenas treinar as pessoas para atividades ou apenas provê-las de informação; é premente que se desenvolva o conhecimento dos indivíduos (processo de educação) e que se aposte no potencial humano que sempre cresce (e torna-se útil, aplicável) à medida que se investe nesta possibilidade.

Muito mais do que a antiga visão de que as pessoas seriam peças de uma grande máquina com conexões de engrenagens é preciso perceber a configuração orgânica (como a de um organismo) que as organizações (note-se na raiz do nome) desenvolvem hoje em dia com processos de alimentação (e retroalimentação), de comunicação, de sinergia e de crescimento mútuo.

Valorizar a pessoa (cada um) e integrá-la ao processo organizacional é um desafio muito difícil, por certo, mas também traz enormes vantagens. É uma obrigação do gestor de Recursos Humanos (que já se prefere chamar de Gestor de Talentos) buscar apoio de todos (inclusive da alta direção, ou dos proprietários de empresas), reconhecendo o potencial e a possibilidade de cada um. É preciso reconhecer a importância de se manter a unidade na diversidade de talentos e de potenciais que fazem o rico tesouro de toda e qualquer equipe de trabalho, a ser guardado e desenvolvido dia após dia.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O vento de dezembro quer soprar...

O vento de dezembro quer soprar... E o que você escolherá para si?

Estresse? Cansaço? Obediência aos ditames do consumismo (comprar! Comprar! Comprar! E depois Comprar!)?

Olhe para as pessoas e as veja pelos olhos (chamada de janela da alma).

Dê um sorriso, libere o menino que precisa nascer (na manjedoura mais humilde do coração).

Reveja as agendas e cadernos de anotações, o que fez, o que há ainda por fazer (em todo, calma!) o ano que vem?

Sorria, relaxe, o ano acabou, há outro por vir, você tem que pensar em todos os outros, mas com sinceridade e sem esquecer a você mesmo.

É natal, é ano novo, é tudo que a vida oferece para a renovação. É um novo tempo (que se renova todos os dias).

Pense no “aniversariante”, naquele que veio para trazer e dizer sobre a PAZ.

E que a paz (do Senhor) esteja contigo, a cada dia. Amém!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tá "se" acabando o ano, que veloz!!!

Chega até nós esta época do ano e - ano após ano - ficamos surpresos fazendo esta afirmação para muita gente, devemos mesmo acreditar nisto?

Cientificamente, sabemos todos, o ciclo do tempo segue um ritmo contínuo, o mesmo em qualquer época do ano, mas a impressão nossa é outra coisa. É como quando vemos o nascer ou o pôr-do-sol, por causa da referência (horizonte, chão) temos a impressão de uma maior rapidez, já quando o céu está lá em cima achamos mais lento.

Mas, para o humano em nós não adianta muito falar em ciência, o que conta é a percepção: e esta é alimentada pelo significado.

É justamente com a significação dos eventos (que nos chegam como dados e informações) que construímos o conhecimento, também fazemos os mitos que são formas suaves de assentar preocupações, agonias de dúvidas e medos...

Fazemos-nos mais velozes no final do ano (não resta dúvida, há prazos, o olhar no calendário nos assusta pela visualização direta da beira do que termina (convenção, é claro) e no mais há festas e momentos profundos de reflexão: então nos apressamos em nos apressar...

Não é de todo ruim, este sentimento de que "o tempo voa" nesta época do ano. Devemos aproveitar para colocar "em dia" tantas coisas que são necessárias ser feitas; também é um momento de preparação para um novo que pode (e deve) acontecer - em breve - na vida de cada um.

Muito mais do que resmungar: procuremos aproveitar a urgência do momento: é sempre pela urgência que se faz uma boa potencialização para a mudança.




sábado, 21 de novembro de 2009

Você tem fome de quê?



A fome sempre foi um indício da necessidade mais básica do ser humano (ou de todos os seres?), sempre revelando desejos, noutras vezes indicando o próprio desenvolvimento cultural da pessoa que a sente, mais do que fome um apetite!

E hoje, com tantos "pratos quentes" a serem servidos no mundo globalizado (oportunidades, crises, comunicação instantânea, promessas de felicidade, dentre tantas outras), você tem fome de quê?

Certamente você já olhou para o seu "estomago emocional" para perceber quem você é (de acordo com o que sente em determinados momentos), mas - provavelmente - nunca examinou a sua "digestão" dentre tantas coisas que lhe são quase que inseridas de forma forçada garganta abaixo...

Na maturidade (qualquer que seja a idade) faz-se necessário participar mais dos processos pessoais e se deixar envolver menos pelo que se nos é oferecido como primordial ou indispensável: é perciso ser mais (do que ter, ou do que fazer instantâneamente, automaticamente...).

Procure ouvir a(s) sua(s) fome(s) e descubra o porquês deste sentir. Aliás sentir é verbo que nos remete ao sentido: e sem um sentido bem determinado não se vive, se fica a esmo por ai como já nos alertava o filósofo grego Sêneca: "Quando um barco não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável!".

Seja completo, portanto, sinta a sua fome, sacie-a (com cuidado - e não gula!), faça a correta digestão e para não ficar diferente do processo fisiológico expulse de si o que não lhe é útil.

Conhecer-se e prescrutar a si próprio através de tudo que lhe acontece (na percepção interior e exterior) é o melhor meio de dar um sentido concreto em sua vida: seja você mesmo, dentro dos limites, sob um sentido maior (desenvolva, portanto, a espiritualidade) e busque as soluções ao invés de cultivar (ou ter forme por) problemas. Seja mais!
"Buscai as coisas do alto!" (Colossenses 3,1)