sábado, 21 de novembro de 2009

Você tem fome de quê?



A fome sempre foi um indício da necessidade mais básica do ser humano (ou de todos os seres?), sempre revelando desejos, noutras vezes indicando o próprio desenvolvimento cultural da pessoa que a sente, mais do que fome um apetite!

E hoje, com tantos "pratos quentes" a serem servidos no mundo globalizado (oportunidades, crises, comunicação instantânea, promessas de felicidade, dentre tantas outras), você tem fome de quê?

Certamente você já olhou para o seu "estomago emocional" para perceber quem você é (de acordo com o que sente em determinados momentos), mas - provavelmente - nunca examinou a sua "digestão" dentre tantas coisas que lhe são quase que inseridas de forma forçada garganta abaixo...

Na maturidade (qualquer que seja a idade) faz-se necessário participar mais dos processos pessoais e se deixar envolver menos pelo que se nos é oferecido como primordial ou indispensável: é perciso ser mais (do que ter, ou do que fazer instantâneamente, automaticamente...).

Procure ouvir a(s) sua(s) fome(s) e descubra o porquês deste sentir. Aliás sentir é verbo que nos remete ao sentido: e sem um sentido bem determinado não se vive, se fica a esmo por ai como já nos alertava o filósofo grego Sêneca: "Quando um barco não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável!".

Seja completo, portanto, sinta a sua fome, sacie-a (com cuidado - e não gula!), faça a correta digestão e para não ficar diferente do processo fisiológico expulse de si o que não lhe é útil.

Conhecer-se e prescrutar a si próprio através de tudo que lhe acontece (na percepção interior e exterior) é o melhor meio de dar um sentido concreto em sua vida: seja você mesmo, dentro dos limites, sob um sentido maior (desenvolva, portanto, a espiritualidade) e busque as soluções ao invés de cultivar (ou ter forme por) problemas. Seja mais!
"Buscai as coisas do alto!" (Colossenses 3,1)



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